Era tudo o que queríamos e precisávamos: ter um ao outro e fazer da noite testemunha do amor ardeste que nos consome a todo tempo. Era o que almejávamos há dias, tudo foi planejado e projetado para que aquela lua desse certo e se igualasse a perfeição. Mas houvera algo, um abismo, um muro de silêncio, uma força de atrito a nossas vontades, as palavras ruins tomaram o espaço do ar e foi penetrando seguindo trajeto dos pulmões, ao cérebro só parando de circular quando bombeou junto ao sangue no coração. O sentimento era de ira, por alguns míseros instantes, mas logo se transformou em culpa, decepção, tristeza, pena, medo, solidão. Por que solidão? Tudo foi planejado e estávamos ali, diante um do outro. Por que tamanha solidão? Por que palavras tão dolorosas?? A mera cena de dois anjos repousando um ao lado do outros se transformara um excesso de palavras e escassez de atitudes. Para que aquela tão sonhada noite não ficasse no The End torturante, triturei todo orgulho, defequei a tristeza e apenas fiz uma leve contração dos músculos faciais, vulgo Sorri. Levar a vida no "tanto faz" ou "to nem aí", me evitaria todas essas lágrimas e sofrimentos bem lá no inicio da redação.
Mesmo depois de ter mergulhado no prazer da noite a lição que tive foi que a pior solidão é aquela em que se está acompanhada e não pode ser evitada. A outra lição mais popular, mas que é bem intensa dentro de mim é: Perdoo, mas não esqueço.
Ah Solidão!