domingo, 12 de fevereiro de 2012

me deixei levar..

Quando tudo parecia tão bem, tão normal e eu sentia que éramos tão fortes, tão nós, tão só nossa, as palavras foram evaporando e de uma maneira tão frágil o nosso "tomara que não mude" ou "se melhorar estraga" se transformou em exclamações de "eu não queria que mudasse!". Como pode um tempo verbal influenciar tanto em dois corações?  Quando eu dizia que a minha saudade era só sua e que era a saudade mais gostosa que eu já senti, eu não menti. Mas se eu pudesse escolher não senti-la nesse momento, essa seria a minha opção. Já não se pode mais definir como saudade e sim falta.. Falta de cada beijo, de cada abraço sem fim, falta das risadas, falta da cumplicidade que crescia a cada instante, falta do olhar admirador, dos sorrisos, da timidez, das 28 chamadas perdidas que seriam só pra dizer que estava com saudade, dos assuntos insanos que nos aproximava cada vez mais, falta da falta que você não me fazia. Não é correto aceitar que o nosso "eu te amo" encontrava-se extremessido, logo o nosso, tão nosso, "eu te amo"! Aquele que não era acompanhado do muito, pois nele próprio havia toda intensidade necessária pra nos manter firme, aquele que eu julgava ser a nossa base, aquele que nós precisávamos ouvir toda vez antes de dormir para dormir. Não procuro soluções, só queria que estivesse aqui comigo agora e para toda vida. Talvez esse querer tenha sido o meu erro... ou não.

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