Ontem, ingênuos nos aproximavam sem a culpa de nada ou de tudo.
Buscava em você o conforto que eu sempre precisei e... nada!
Em cada gesto que eu queria, você me dava o que eu não esperava.
Cada palavra que eu queria ouvir, você dizia o contrário.
Cada olhar acolhedor que eu buscava, você desviava-os de mim.
Tudo, tudo, tudo em você era paradoxal ao que eu almejava.
Hoje, eu descobri que tudo o que eu busquei era a idealização do que eu achava bom.
Eu desejava a pessoa que eu queria e não a que eu tinha.
Ter, não ter, querer, obter... Sinônimos, porém ao meu ver não tinham distinção!
A exclamação do desespero por, te buscar no ser que próprio era, mas que eu não conseguia enxergar,
era o que me fazia aprofundar cada vez mais no meu ser impróprio!
Não entendia, não entendo, não sei, não quero, não.. eu quero, essa é minha única certeza!
(Amanhã) é incorreto e dissonante usar o amanhã para uma causa presente, contudo quando se tem certeza que o seu futuro começar e se estabelece no hoje, não é de tanta contradição.
Hoje, no amanhã - sim é diferente ouvir essa expressão rs -, sem que eu percebesse, a exclamação evaporou... E você, passou de um simples anseio e interrogações para o que eu tinha!
Sempre busquei o que queria, entretanto não o que precisava! Logo você, tão pequeno, tão frágil, tão enorme pra mim, era o que eu precisava! Ou melhor, era o que faltava em mim, era o que me completava, o meu escasso ser que eu nunca encontrava, o meu eu fora de mim... E só eu não via isso, logo eu!
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